O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Eleitoral a suspensão do porte de arma do deputado estadual Alexandre Knoploch até o término da campanha. A medida foi tomada após um incidente em frente ao comitê de Flávio Serafini, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Além da suspensão do porte, a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro pediu autorização ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) para abrir um inquérito policial contra Knoploch. O MPF também requer que o deputado seja proibido de frequentar o comitê de Serafini e de manter contato com as vítimas e membros da equipe envolvida na confusão.
A ação do MPF foi motivada por uma notícia-crime apresentada por Serafini, que ocorreu após um desentendimento na segunda-feira. Durante a discussão, Knoploch exibiu uma arma e confirmou o uso de spray de pimenta.
No documento, o procurador regional eleitoral auxiliar Eduardo André Lopes Pinto expressou preocupação com o
risco concreto de nova e gravosa escalada de violência política nas ruas
nos dias que antecedem a eleição.
Para justificar a urgência das medidas, a Procuradoria mencionou uma publicação de Knoploch em suas redes sociais, onde ele afirmou:
A PACIÊNCIA ACABOU! SE NÃO RESPEITAR VOU RESPONDER COM SPRAY DE PIMENTA
. O MPF também citou um vídeo em que o deputado reconheceu o uso do spray e declarou que a política é "na guerra".
O patrimônio declarado por Knoploch à Justiça Eleitoral inclui sete armas de fogo, como fuzis e pistolas, o que, segundo o MPF, reforça a necessidade de medidas cautelares para evitar novos conflitos durante a campanha.
O MPF também pediu a investigação de sete possíveis crimes relacionados ao incidente, incluindo violência política de gênero e porte ilegal de arma. A Procuradoria destacou que Maria de Lourdes do Carmo, candidata a suplente ao Senado, teria sido alvo de agressões durante o episódio.
O incidente ocorreu quando Knoploch se dirigiu ao comitê de Serafini e se envolveu em uma discussão sobre uma música tocada no local. Após uma referência à prisão de Jair Bolsonaro, Knoploch usou spray de pimenta contra pessoas na calçada e exibiu uma arma que carregava.
Knoploch apresentou uma versão diferente dos fatos, alegando que foi ameaçado por integrantes da campanha adversária. Ele afirmou que registrou uma ocorrência e planejava levar o caso ao TRE.
Até o momento, o deputado não havia respondido aos pedidos de comentário sobre a manifestação do MPF, mas o espaço permanece aberto para sua manifestação.
Fonte: Polemicaparaiba