O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que acredita na possibilidade de um acordo com Cuba sem a necessidade de recorrer a ações militares. Em uma entrevista na Casa Branca, Trump afirmou:
Eu diria que Cuba e nós faremos um acordo. Não acho que precisaremos recorrer aos militares.
Essa declaração representa mais uma mudança na postura de Trump em relação a Havana, que oscila entre um discurso mais duro e a indicação de que um entendimento pode estar próximo. Em março, o presidente havia mencionado que tinha a "honra de tomar Cuba" e que poderia "fazer o que quiser" com a ilha, a qual descreveu como uma "nação falida".
Recentemente, Trump também havia ameaçado o uso de força militar na América Latina e no Caribe, especialmente contra cartéis de drogas, comparando-os ao Estado Islâmico. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, ele reiterou suas intenções em relação a Cuba, afirmando que seu secretário de Estado, Marco Rubio, estava buscando um acordo com a ilha.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu às declarações de Trump, afirmando que o governo dos EUA não aceita a soberania cubana e acusando-o de propagar mentiras. A delegação cubana deixou a assembleia durante o discurso do presidente americano.
A situação em Cuba é crítica, com a população enfrentando cortes constantes de energia devido à limitação das usinas termelétricas e ao bloqueio petrolífero imposto pelos EUA. As autoridades cubanas afirmam que a falta de combustível dificulta a recuperação da rede elétrica, enquanto os EUA atribuem a crise à má gestão econômica interna.
Fonte: Noticiasaominuto