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Irã critica sanções dos EUA e promete retaliação a Trump e Netanyahu

O Irã denunciou na ONU o impacto das sanções dos EUA, afirmando que afetaram a população. Forças Armadas prometem retaliação a Trump e Netanyahu após a guerra.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Irã apresentou uma denúncia na Organização das Nações Unidas sobre os efeitos humanitários das sanções econômicas e financeiras impostas pelos Estados Unidos. As Forças Armadas do país afirmaram que retaliarão Donald Trump e Benjamin Netanyahu, independentemente do desfecho da guerra.

A representação do Irã na ONU, em Genebra, enviou um documento a grupos de direitos humanos, detalhando as consequências das sanções bancárias e financeiras, além de restrições ao transporte aéreo e marítimo. Segundo a agência oficial IRNA, Teerã argumenta que essas medidas não apenas afetam as relações econômicas entre países, mas também têm um impacto direto na vida da população.

O documento destaca que as sanções dificultam o acesso a alimentos, medicamentos, educação e serviços financeiros, entre outras necessidades básicas. Essa denúncia ocorre após os Estados Unidos lançarem a 'Operação Pária Econômico', que intensificou as sanções e bloqueios navais contra o Irã.

As novas sanções incluem restrições a 27 companhias aéreas iranianas, resultando na suspensão de voos para diversos países. A representação iraniana pede que essas medidas sejam avaliadas sob a perspectiva do direito internacional e dos direitos humanos.

As Forças Armadas do Irã também afirmaram que não deixarão impunes as mortes de líderes e civis iranianos durante o conflito. O porta-voz, general de brigada Abolfazl Shekarchi, declarou que o dia do 'castigo' para Trump e Netanyahu chegará, mesmo que eles não ocupem mais cargos oficiais.

A guerra, que começou com a morte de Ali Khamenei e outros líderes iranianos, resultou em várias baixas civis, incluindo estudantes e professores. A Missão Internacional Independente de Investigação da ONU sobre o Irã indicou que há 'motivos razoáveis' para acreditar que os EUA cometeram 'crimes de guerra' em ataques que causaram essas mortes.

Setores conservadores no Irã têm clamado por vingança, enquanto o presidente Masoud Pezeshkian destacou que as sanções e o bloqueio estão dificultando o acesso da população a alimentos e medicamentos.

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