Recentemente, Donald Trump manifestou sua preocupação com a desvalorização do iene durante uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. A informação foi divulgada pela ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, em uma coletiva de imprensa realizada em Tóquio.
A reunião ocorreu após a primeira-ministra participar da Assembleia Geral da ONU em Nova York, onde discutiram diversos temas, incluindo segurança econômica. A desvalorização do iene, que atingiu os níveis mais baixos em 40 anos em relação ao dólar, levou Tóquio e Washington a colaborarem no mercado cambial para estabilizar a moeda japonesa.
Desde a queda do iene, o Banco do Japão (BoJ) elevou as taxas de juros, o que ajudou a moeda a recuperar parte de seu valor. No entanto, a força do dólar e as políticas monetárias restritivas do Federal Reserve continuam a pressionar o iene.
Claudio Wewel, estrategista do banco J. Safra Sarasin, comentou que a recuperação do iene ocorre em uma base instável. Ele observou que os sinais do BoJ de aumentos mais rápidos nas taxas de juros podem estar afetando a percepção de que o banco central age lentamente, uma visão que historicamente impactou a moeda.
Stefan Angrick, da Moody's Analytics, acrescentou que vários bancos centrais, incluindo os de países vizinhos ao Japão, estão adotando posturas mais rigorosas. Nesse cenário, as elevações de juros do BoJ podem não reduzir tanto quanto se esperava a diferença de juros do Japão em relação a outras economias globais.
Fonte: Noticiasaominuto