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Efraim Filho e a Estratégia de Narrativa na Campanha Eleitoral

A nova peça do Guia Eleitoral de Efraim Filho destaca a importância da percepção pública nas campanhas, transformando ações no Senado em argumentos de identidade e provocando adversários.
Foto: Simoneduarte

Maquiavel, em O Príncipe, destacou que a percepção pública na política muitas vezes supera o conhecimento direto do eleitor. Essa lógica se reflete na nova peça do Guia Eleitoral de Efraim Filho.

O candidato não se limita a relatar suas ações, mas as transforma em parte de sua identidade. Ele menciona sua assinatura no impeachment de Alexandre de Moraes e seu apoio à investigação do Banco Master, apresentando-se como alguém que "não tem nada a esconder".

Em contraposição, Efraim menciona Daniella Ribeiro, mãe de Lucas Ribeiro, e provoca:

Tem um grupo que tá querendo esconder alguma coisa.

Essa afirmação se destaca como o ponto mais contundente da peça.

Efraim reconhece que, em uma eleição, não é suficiente falar sobre si mesmo; é crucial também disputar a narrativa sobre o adversário. Ele parece ter decidido que a disputa pela imagem dos grupos será tão relevante quanto a discussão das propostas.

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