Uma recente enquete nas ruas de Cajazeiras, conduzida pelo programa Olho Vivo, abordou a confiança dos moradores nas instituições do Judiciário e a possibilidade de investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os resultados mostram uma população dividida. Enquanto alguns cidadãos expressam confiança na imparcialidade do Judiciário, outros demonstram ceticismo quanto à aplicação do princípio constitucional que garante que todos são iguais perante a lei.
Wesley Muniz, um dos entrevistados que defende a atuação do Judiciário, enfatizou a importância de uma apuração rigorosa antes de qualquer julgamento. Ele acredita que as instâncias superiores e os mecanismos de fiscalização asseguram o direito à ampla defesa e à presunção de inocência, afirmando:
A Justiça brasileira, a gente deve sempre acreditar; ela é fundamental para a democracia e para o Estado Democrático de Direito.
Outros moradores, como Antônio Fernando Pereira e Domingos de Abreu, também manifestaram confiança nas instâncias judiciais para a análise de provas e decisões legais.
Por outro lado, uma parte dos entrevistados expressou desconfiança em relação à imparcialidade e eficácia das leis no Brasil. Maria das Graças, uma das moradoras, afirmou não ter fé na Justiça, destacando que o princípio da igualdade muitas vezes não se concretiza na prática.
A bacharel em Direito Geórgia Lins, embora acredite no conceito do Judiciário, reconhece falhas na sua execução atual. Para ela, as leis deveriam ser aplicadas de forma equitativa, independentemente da posição ocupada por indivíduos, afirmando:
O princípio da isonomia e a lei para todos infelizmente não são aplicados de forma igualitária hoje, mas a gente mantém a esperança de que um dia seja assim.
Fonte: Diariodosertao