Os trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal na Paraíba iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), após a rejeição das propostas durante as negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A paralisação, que já afeta várias unidades do estado, começará em Patos e região na próxima segunda-feira (14).
A decisão em Patos foi tomada pelo Sindicato dos Bancários de Patos e Região durante uma Assembleia Geral Extraordinária realizada na terça-feira (8), com votação virtual que se encerrou às 19h. Na assembleia, 69,8% dos funcionários do Banco do Brasil votaram contra a proposta da instituição, enquanto 79,1% apoiaram a greve. Na Caixa, a rejeição foi ainda maior, com 85,5% dos participantes se opondo à proposta e 89,1% votando pela paralisação.
Os principais pontos de insatisfação incluem questões relacionadas aos planos de assistência à saúde. O sindicato expressou preocupações sobre o modelo apresentado pela Caixa e seus possíveis impactos na sustentabilidade do plano para empregados ativos, aposentados e pensionistas. No Banco do Brasil, os trabalhadores consideraram as propostas, incluindo o reajuste salarial de 0,6%, insuficientes.
A greve estadual, aprovada pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba (Sintrafi-PB), teve início nesta quinta-feira (10), com fechamento de agências na capital e em outras localidades. A proposta do Banco do Brasil foi rejeitada por 77,38% dos votos, enquanto na Caixa a rejeição alcançou 93,58%.
Em Patos, a paralisação afetará as duas unidades da Caixa Econômica Federal e a agência do Banco do Brasil, além de outras cidades da região, como Piancó, Teixeira e Santa Luzia. Por outro lado, os funcionários de bancos privados e do Banco do Nordeste aprovaram as propostas apresentadas, não havendo previsão de paralisação nessas instituições.
Durante a greve, clientes do Banco do Brasil e da Caixa poderão utilizar aplicativos, canais digitais e terminais de autoatendimento. O Sindicato dos Bancários de Patos e Região continuará mobilizando os trabalhadores e pressionando por avanços nas negociações.
Fonte: Patosonline