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Escalada de ataques russos intensifica pressão sobre a Ucrânia

A Ucrânia enfrenta uma nova onda de ataques aéreos russos, com mísseis e drones atingindo áreas residenciais e infraestrutura essencial, resultando em mortes e feridos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Ucrânia está lidando com uma intensificação da ofensiva aérea russa, que utiliza mísseis balísticos e drones de alta velocidade para tentar superar as defesas do país. Os ataques têm como alvo áreas residenciais e a infraestrutura de energia, em um momento crítico, às vésperas do inverno.

Autoridades ucranianas afirmam que a estratégia de Moscou visa aumentar a pressão sobre a população civil, atacando instalações essenciais para o fornecimento de eletricidade e aquecimento.

Na cidade de Zaporíjia, dois mortos e um ferido foram registrados após drones russos atingirem uma área residencial durante a madrugada, conforme relatado pelo governador regional Ivan Fedorov.

Em Kryvyi Rih, um ataque resultou em uma morte e três feridos, de acordo com as autoridades locais.

No porto de Odessa, pelo menos 28 pessoas ficaram feridas em uma ofensiva considerada 'maciça' pelo governador regional, Oleh Kiper. Um edifício residencial de vários andares foi severamente danificado, com os pavimentos superiores destruídos.

Equipes de emergência foram mobilizadas para as áreas afetadas, enquanto as autoridades locais se dedicavam à remoção de destroços e ao atendimento das vítimas.

A intensificação dos ataques ocorre em um momento em que a Ucrânia se prepara para enfrentar os meses mais frios do ano. Desde o início do conflito, a Rússia tem direcionado suas ofensivas contra usinas e subestações, visando enfraquecer a capacidade de resistência do país e provocar cortes de energia.

Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, advertiu os países europeus sobre o envio de tropas para a Ucrânia, afirmando que isso equivaleria a uma guerra contra a Rússia. Ele fez a declaração durante uma cúpula dos Brics em Nova Délhi.

Putin também afirmou que Moscou não tem intenção de entrar em conflito direto com países europeus, questionando a necessidade de ameaçar a Europa.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, expressou preocupação com possíveis provocações russas nas fronteiras da Ucrânia com países europeus. Ele mencionou incidentes recentes que podem indicar uma intensificação dessas provocações.

Duas pessoas morreram após drones russos atingirem um posto fronteiriço entre a Ucrânia e a Moldávia, e uma ameaça contra um posto de fronteira entre Polônia e Ucrânia foi evitada graças à cooperação entre Varsóvia e Kiev.

As autoridades europeias estão monitorando de perto o aumento das operações russas nas proximidades das fronteiras da Ucrânia com países da União Europeia e da Otan.

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