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Ativistas pró-democracia de Hong Kong recebem penas de até 7 anos

Um tribunal de Hong Kong condenou dois ativistas a penas de até sete anos de prisão por incitação à subversão, destacando suas atividades políticas contra a ditadura de partido único.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Um tribunal de Hong Kong sentenciou dois ativistas pró-democracia a sete anos de prisão, após serem considerados culpados de incitar a subversão. Os juízes enfatizaram o uso da frase 'acabar com a ditadura de partido único' em suas atividades.

Lee Cheuk-yan, de 69 anos, e Chow Hang-tung, de 41, eram membros de um grupo que organizava vigílias anuais em memória da repressão aos protestos de 1989 na Praça Tiananmen, em Pequim. Ambos estão detidos desde 2021 e foram condenados sob a Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020.

As vigílias, que costumavam ser toleradas em Hong Kong, foram proibidas após a promulgação da Lei de Segurança Nacional, que criminaliza secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras. Apesar das promessas de respeito aos direitos dos cidadãos, a legislação foi vista como uma resposta aos protestos de 2019.

Lee recebeu uma pena de sete anos, enquanto Chow foi sentenciada a sete anos e três meses. Ambos se declaram inocentes. A Aliança de Hong Kong, que organizava as vigílias, foi multada em US$ 191 mil.

Elizabeth Tang, esposa de Lee, expressou sua tristeza pela condenação e afirmou que ele recorrerá da sentença. A mãe de Chow, Medina Chow, fez uma homenagem, pedindo que as pessoas não perdessem a esperança.

Albert Ho, ex-presidente da Aliança e do Partido Democrático, também foi condenado a cinco anos e dois meses de prisão. A polícia de Segurança Nacional de Hong Kong afirmou que o julgamento foi justo e transparente, enquanto o Escritório de Segurança Nacional da China acusou os réus de incitar ódio contra o Estado.

A condenação gerou reações internacionais, com a União Europeia e o governo de Taiwan criticando as sentenças. O Conselho de Assuntos do Continente de Taiwan afirmou que as acusações são fabricadas e que buscar democracia não é crime.

Em resposta, Pequim criticou a vice-presidente de Taiwan por sua visita à Europa, classificando-a como 'desprezível'. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China comentou que os esforços do governo de Taiwan para buscar atenção são inúteis.

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