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Aumento de 17% na Emissão de CNHs Após Flexibilização de Regras

A emissão de CNHs cresceu 17,1% de janeiro a agosto de 2026, com cerca de 2 milhões de novos motoristas. A procura pela primeira habilitação aumentou 216%.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) para novos motoristas registrou um aumento de 17,1% entre janeiro e agosto de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados do Ministério dos Transportes. Aproximadamente 2 milhões de condutores foram habilitados nesse intervalo.

A demanda pela primeira CNH teve um crescimento ainda mais expressivo, com um aumento de 216%, passando de 2,3 milhões para 7,3 milhões de solicitações. Esse balanço foi divulgado cerca de nove meses após o governo Lula implementar um pacote de medidas para facilitar a obtenção do documento.

O Ministério dos Transportes estima que atualmente 20 milhões de brasileiros dirigem sem a CNH, e a meta do governo é aumentar em 25% o número de novos habilitados nos próximos cinco anos.

As Novas Regras Beneficiaram Especialmente Motoristas Mais Velhos

As novas regras beneficiaram especialmente motoristas mais velhos. A obtenção da CNH aumentou 37,4% entre pessoas de 45 a 54 anos e 53,4% entre aqueles com 55 anos ou mais. Para jovens de 18 a 20 anos e de 21 a 24 anos, o crescimento foi de 11,9% e 6,6%, respectivamente.

O número de mulheres que obtiveram a primeira CNH também cresceu 18%, totalizando 1,2 milhão. O tempo médio para a obtenção da habilitação diminuiu em todos os estados, com a mediana caindo de 210 dias para 147 dias.

O governo informou que, no último ano, dois em cada três motoristas levaram cerca de seis meses para conseguir a habilitação, enquanto em 2026 esse percentual caiu para 40,6%, o menor desde 2009. Apenas 3,69% dos novos motoristas conseguiram o documento em até um mês.

Entre as principais mudanças, destaca-se o fim da obrigatoriedade de frequentar autoescola e a redução das horas práticas de 20 para 2. Antes da flexibilização, o custo para obter a CNH variava entre R$ 3.000 e R$ 4.000, dependendo do estado.

Os estados com maior aumento na emissão da primeira CNH foram Paraíba (77%), Sergipe (69,5%) e Acre (55,4%). Em contrapartida, Tocantins (-2,8%), Goiás (-5,9%), Minas Gerais (-6%) e Rio de Janeiro (-25,6%) apresentaram queda.

O secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, destacou que o Rio de Janeiro foi o último estado a se adaptar às novas regras. Em termos de interesse pela emissão da primeira CNH, Amapá (+485,8%), Sergipe (+472,5%) e Pernambuco (+468%) lideraram, enquanto Santa Catarina (+114%), Tocantins (+138,5%) e Minas Gerais (+154,9%) tiveram os menores índices.

O Ministério dos Transportes também reformulou o aplicativo CNH do Brasil, disponibilizando gratuitamente um material teórico online para os candidatos. O número de cursos realizados pelos candidatos aumentou de cerca de 2 milhões para 4,4 milhões.

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