Os moradores de São Paulo têm enfrentado um embaçamento incomum de vidros de carros e residências, além de portas de refrigeradores, nos últimos dias. Esse fenômeno é resultado da combinação de chuvas intensas e temperaturas baixas, que elevam a umidade do ar.
Na quarta-feira (9), o Centro de Gerenciamento de Emergências climáticas da Prefeitura registrou uma umidade relativa em torno de 98% e uma temperatura média de 19,8°C. A previsão indicou umidade variando entre 83% e 99% ao longo do dia.
Na quinta-feira (10), o Instituto Nacional de Meteorologia registrou umidade entre 91% e 93% durante a maior parte do dia, com uma leve queda para 80% entre 9h e 11h. Esses dados foram coletados na estação do Mirante de Santana, na zona norte.
Quando a umidade relativa atinge níveis tão altos, o ar se torna saturado de vapor d'água. Isso faz com que, ao entrar em contato com superfícies mais frias, como vidros, a água se condense, semelhante ao que ocorre em copos com bebidas geladas.
Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, explica que a umidade relativa se aproxima de 100% devido à baixa temperatura e ao excesso de chuvas. Ele diferencia umidade absoluta, que mede a quantidade real de vapor d'água, da umidade relativa, que indica a proximidade da saturação do ar.
Com a previsão de chuvas até domingo, a tendência é que o embaçamento continue a ser uma realidade para os paulistanos. Normalmente, o inverno é a época em que a umidade relativa do ar é mais baixa em São Paulo, mas as instabilidades climáticas recentes alteraram esse padrão.
Fonte: Noticiasaominuto