Agosto de 2023 se destacou por ondas de calor extremas, incêndios florestais e inundações em várias partes do mundo, igualando julho como o mês mais quente da história, conforme relatado pelo serviço Copernicus da União Europeia. A temperatura média global atingiu 16,96°C.
Este mês também marcou a primeira vez desde novembro do ano anterior que o aquecimento global ultrapassou o limite de 1,5°C, conforme estipulado pelo Acordo de Paris, registrando um excesso de 1,65°C. O termo 'overshoot' foi reconhecido pela ONU, referindo-se ao aumento de temperatura além do acordado em 2015.
Os cientistas alertam que, se as emissões continuarem nesse ritmo, o mundo pode enfrentar um aumento de 2,8°C até o final do século em relação à média pré-industrial. Para evitar isso, será necessário que os países alcancem emissões líquidas negativas de CO₂ e outros gases de efeito estufa.
Samantha Burgess, coordenadora do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, destacou que agosto foi um mês significativo para os registros climáticos, evidenciando como as mudanças climáticas estão gerando fenômenos extremos tanto na atmosfera quanto nos oceanos.
O verão no hemisfério norte foi o mais quente já registrado em várias regiões, incluindo Europa Ocidental e Estados Unidos. Na Espanha, foram 61 dias de onda de calor, com uma média de temperatura de 24,5°C, a mais alta desde 1961.
Além disso, agosto estabeleceu um novo recorde para a temperatura média da superfície dos oceanos, que alcançou 21,07°C. O fenômeno El Niño, que está se intensificando, também contribui para o aquecimento global e pode afetar os padrões climáticos em várias regiões.
Burgess enfatizou que os impactos dessas condições climáticas extremas estão sendo cada vez mais sentidos por comunidades e ecossistemas ao redor do mundo.
Fonte: Noticiasaominuto