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Anvisa aprova Aquipta, novo medicamento para enxaqueca

A Anvisa aprovou o Aquipta, medicamento da AbbVie para prevenção de enxaqueca em adultos. O remédio atua bloqueando o receptor CGRP e mostrou eficácia em estudos clínicos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o registro do Aquipta, um novo medicamento de uso oral desenvolvido pela farmacêutica AbbVie, destinado à prevenção de enxaqueca em adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais de dor de cabeça intensa e que não respondem adequadamente aos tratamentos existentes.

O Aquipta, disponível nas dosagens de 10 mg e 60 mg, atua bloqueando o receptor da molécula CGRP, que está envolvida na transmissão da dor e nos mecanismos da enxaqueca. De acordo com a neurologista Francine Mendonça, estudos demonstraram que o medicamento reduziu significativamente o número de dias de enxaqueca.

O registro do medicamento foi publicado no Diário Oficial da União, mas ainda não há informações sobre a data de disponibilidade nas farmácias ou o preço, que será definido após análise da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

A aprovação do atogepanto pela Anvisa se baseou em estudos de fase 3, denominados Advance e Progress, que avaliaram a eficácia, segurança e tolerabilidade do medicamento em adultos com enxaqueca episódica e crônica. O estudo Advance, que envolveu 910 participantes, mostrou uma redução média de 4,1 dias mensais de enxaqueca no grupo que utilizou atogepanto 60 mg, em comparação a 2,5 dias no grupo placebo.

No estudo Progress, que analisou 778 adultos com enxaqueca crônica, os resultados mostraram uma redução média de 6,9 dias mensais de enxaqueca para aqueles que tomaram atogepanto 60 mg, em comparação a 5,1 dias no grupo placebo. Ambos os estudos apresentaram um perfil de segurança consistente, com eventos adversos leves a moderados, como náusea e fadiga.

A enxaqueca é uma condição neurológica que afeta cerca de 15% da população mundial, causando crises recorrentes de dor de cabeça intensa, frequentemente acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz. O Aquipta não é o primeiro medicamento oral para enxaqueca no Brasil, mas representa uma nova opção de prevenção com ação direcionada ao CGRP.

Em maio, a Anvisa já havia aprovado o Nurtec ODT (rimegepanto), que também atua na via do CGRP e é indicado para o tratamento agudo e prevenção da enxaqueca episódica. Além disso, existem outras classes de medicamentos disponíveis, como analgésicos e antidepressivos, que são utilizados tanto para o alívio das crises quanto para a prevenção.

Mendonça também menciona o uso de anticorpos monoclonais e toxina botulínica como opções de tratamento. Embora as terapias mais recentes não estejam disponíveis no SUS, o sistema de saúde oferece alternativas, incluindo amitriptilina e propranolol, para prevenção e alívio das crises de enxaqueca.

A neurologista ressalta a importância de cuidados adicionais, como manter um sono regular e atividade física, além de cautela com o uso excessivo de analgésicos, que pode levar a dores de cabeça por abuso de medicamentos.

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