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Altos salários de servidores temporários geram polêmica em debate

Durante um debate, Cícero Lucena destacou contratações de servidores temporários com salários elevados, levantando questões sobre transparência e prioridades do governo.
Foto: Simoneduarte

O debate promovido pela Campina FM em Campina Grande trouxe à tona a polêmica sobre os altos salários de servidores temporários do Governo do Estado, conforme denunciado pelo candidato a governador Cícero Lucena (MDB).

Cícero já havia alertado para a contratação de 134 servidores temporários, muitos deles ocupando funções administrativas na Secretaria de Estado da Educação, com salários que poderiam alcançar cerca de R$ 15 mil.

No entanto, novos dados obtidos do sistema oficial de transparência revelaram que alguns assistentes administrativos temporários estão recebendo remunerações ainda mais altas, superando R$ 20 mil mensais. Beatriz de Oliveira Freire, por exemplo, tem um salário bruto de R$ 22,1 mil, enquanto Debora Telma de Souza Pontes e Gilmara Gomes do Nascimento recebem R$ 20,3 mil e R$ 20 mil, respectivamente.

A denúncia de Cícero também repercutiu no cenário eleitoral, levando o TRE-PB a encaminhar a situação ao Ministério Público Eleitoral para investigação sobre a contratação de servidores sem concurso público.

Esses novos dados intensificam a pressão sobre o governo de Lucas Ribeiro e levantam uma questão crucial no debate político: como justificar salários tão altos para servidores temporários em funções administrativas, especialmente em um contexto onde há carência de servidores concursados?

Cícero enfatizou que a situação ressalta a importância da transparência e a necessidade de discutir as prioridades e o uso da máquina pública em um ano eleitoral.

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