A guerra no Irã, que completou seis meses, expôs os limites da poderosa máquina militar americana. O conflito desafiou o planejamento militar dos EUA, que realizaram mais de 13 mil ataques, enquanto se defendiam em bases no Oriente Médio e apoiavam aliados contra retaliações iranianas.
O plano inicial da administração Trump, com apoio de Israel, visava encerrar rapidamente a guerra destruindo o comando político e militar do Irã. Embora o país tenha sofrido danos significativos, sua estrutura de decisões permitiu que ataques de retaliação fossem lançados logo no primeiro dia do conflito.
Teerã também bloqueou o trânsito no estreito de Hormuz, levando Trump a abandonar uma política de ataques pontuais em favor de uma pressão econômica renovada, devido à ineficácia e ao alto custo das operações.
Apesar de negar problemas, o presidente ameaçou punir quem divulgasse informações sobre a situação. No entanto, as dificuldades se acumularam, especialmente em relação à munição. Relatos indicam que mísseis de longo alcance, como os do lançador ATACMS, já estão escassos.
Estima-se que cerca de um quarto dos mísseis de cruzeiro Tomahawk tenha sido utilizado, com um custo elevado por unidade. O Departamento de Defesa calcula que o conflito já custou bilhões, e um pedido de suplementação foi encaminhado para repor arsenais.
Aliados também sentiram os efeitos, com a Ucrânia enfrentando uma redução significativa na entrega de mísseis de interceptação, enquanto o Japão foi informado sobre atrasos na entrega de Tomahawk.
A situação no Pacífico é preocupante, com a ausência de um grupo de porta-aviões americano durante um conflito, algo inédito desde a Segunda Guerra Mundial. O USS Gerald Ford, maior navio de guerra do mundo, enfrentou problemas estruturais e foi substituído.
A Marinha dos EUA está operando apenas dois de seus 11 porta-aviões de propulsão nuclear, com a manutenção prolongada de navios gerando crises públicas e dificuldades operacionais.
Embora os EUA mantenham um bloqueio naval ao Irã e sua capacidade de deslocamento de recursos continue forte, a natureza assimétrica do conflito sugere que os investimentos em tecnologia militar podem não ser sustentáveis a longo prazo.
Diante disso, os EUA estão acelerando projetos para aumentar sua força de drones e desenvolver mísseis mais acessíveis.
Fonte: Noticiasaominuto