A Febre do Nilo Ocidental, uma infecção causada por um arbovírus, resultou na morte de uma idosa de 77 anos em Santa Catarina. O óbito ocorreu no dia 8 de outubro na cidade de Imbituba. Além disso, um homem de 56 anos de Caçador também foi diagnosticado, mas se recuperou e teve alta. As investigações sobre os locais de infecção ainda estão em andamento.
A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio da picada de pernilongos do gênero Culex, e não há registro de transmissão entre humanos. A infecção pode afetar aves silvestres, humanos, equinos, primatas não humanos e outros mamíferos, embora o papel destes últimos na transmissão não esteja completamente esclarecido.
Em São Paulo, a Secretaria da Saúde confirmou dois casos da doença. Uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, são os primeiros casos humanos da Febre do Nilo Ocidental no estado. A mulher, que recentemente viajou para a região amazônica, já recebeu alta, enquanto a adolescente permanece internada. O local de infecção está sendo investigado.
Sintomas e Diagnóstico
A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas, mas cerca de 20% desenvolvem manifestações leves, como febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, dor de cabeça e muscular, entre outros. Em casos raros, a infecção pode ocorrer por transfusões de sangue, transplantes de órgãos, aleitamento materno e durante a gestação.
Casos mais graves podem afetar o sistema nervoso, levando a complicações como encefalite e meningite. Sinais de alerta incluem confusão mental e convulsões, exigindo avaliação médica e, possivelmente, hospitalização.
O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais. Não há vacina ou antiviral específico disponível, e o tratamento é focado no controle dos sintomas, com repouso e hidratação.
Prevenção
A principal forma de prevenção é reduzir a exposição aos mosquitos. A Secretaria de Saúde recomenda o uso de repelentes, roupas protetoras e a eliminação de locais que possam acumular água. Os cuidados devem ser intensificados durante o entardecer e o amanhecer, quando os mosquitos estão mais ativos.
Fonte: Noticiasaominuto