O presidente estadual do AGIR 36 na Paraíba, Flávio Moreira, publicou, nesta segunda-feira (17), uma carta aberta ao povo paraibano em defesa da candidatura de João Azevêdo ao Senado. No texto, ele aborda as recentes movimentações políticas e faz críticas a decisões de lideranças e aliados que, segundo ele, deixaram de lado compromissos construídos ao longo dos últimos anos.
Com o título
Lealdade não se proclama. Lealdade se demonstra
, Flávio afirma que a política também deve ser marcada pelo respeito à trajetória e aos compromissos assumidos.
Na carta, o dirigente destaca o trabalho realizado por João Azevêdo na Paraíba e afirma que a candidatura ao Senado não dependerá de acordos políticos.
Leia a íntegra da carta
CARTA ABERTA AO POVO DA PARAÍBA
Lealdade não se proclama. Lealdade se demonstra.
Há momentos na vida pública em que as palavras perdem importância e as escolhas revelam tudo.
Algumas decisões políticas em relação à candidatura de João Azevêdo ao Senado é uma dessas ocasiões. Não se trata apenas da escolha legítima de um candidato. Trata-se da maneira como algumas pessoas decidem responder à confiança, às oportunidades e à história construída ao lado de quem lhes estendeu a mão.
Lealdade não significa submissão. Ninguém é obrigado a concordar sempre, e a divergência faz parte da democracia. Mas lealdade significa respeitar a caminhada compartilhada, honrar os compromissos assumidos e não apagar o passado quando a conveniência política aponta para outro caminho.
A ingratidão é um direito que ninguém deveria exercer.
É fácil permanecer ao lado de alguém enquanto há vantagens, cargos, espaços e oportunidades. Difícil — e revelador — é manter a palavra quando surgem as pressões, os cálculos eleitorais e os interesses de ocasião. É nessas horas que conhecemos verdadeiramente o caráter político de cada pessoa.
João Azevêdo Não Precisa Transformar Gratidão Em Cobrança
João Azevêdo não precisa transformar gratidão em cobrança. Sua história não depende do reconhecimento de uma liderança ou da decisão tomada dentro de um gabinete. João será julgado por aquilo que fez pela Paraíba, pelo trabalho que realizou e pela relação de respeito que construiu com o nosso povo.
Foram anos de dedicação, responsabilidade e presença em todas as regiões do estado. João enfrentou dificuldades, tomou decisões, realizou obras e ajudou a transformar a vida de milhares de paraibanos. Esse trabalho não será apagado por acordos eleitorais nem diminuído pela conveniência de quem escolheu esquecer a própria história. Os conchavos podem reunir lideranças em torno de uma mesa, mas não controlam a consciência do povo.
Podem negociar apoios, distribuir fotografias e anunciar alianças. Mas não são capazes de apagar a memória de quem viu a Paraíba avançar. Mandatos verdadeiros não são concedidos por acordos de cúpula: são entregues livremente pelo voto popular.
Por isso, esta não é uma carta de ressentimento. É uma carta sobre valores.
Na política, como na vida, cada pessoa oferece aquilo que possui. Quem tem lealdade oferece lealdade. Quem tem gratidão reconhece quem esteve ao seu lado. E quem escolhe a conveniência precisa estar preparado para ser julgado pela própria escolha.
João Azevêdo seguirá em frente, sem baixar a cabeça e sem depender daqueles que hesitam diante da primeira oportunidade. Sua candidatura ao Senado está sustentada por uma história de trabalho e pela confiança de milhões de paraibanos.
João será escolhido senador pelo povo da Paraíba — não por conchavos, imposições ou arranjos de ocasião.
Porque apoio político pode ser negociado. História, não. Porque alianças podem mudar. O trabalho realizado permanece.
E porque, no final, não serão os acordos de gabinete que decidirão o futuro. Será o povo paraibano, soberano e consciente, nas urnas.
Flávio Moreira
Presidente estadual do AGIR 36 – Paraíba
Fonte: Polemicaparaiba