A Coreia do Norte tem se envolvido ativamente ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia, com o envio de tropas e armamentos. Recentemente, Kiev acusou Pyongyang de estar preparando um novo destacamento de soldados para apoiar Moscou.
Em uma declaração, Kim Jong-un expressou seu orgulho ao vislumbrar um futuro promissor para as relações bilaterais, afirmando que está liderando, junto com Vladimir Putin, os laços entre a Coreia do Norte e a Rússia, que têm uma história de luta comum. Essa afirmação foi reportada pela agência estatal de notícias KCNA.
Kim também reiterou seu apoio à Rússia na guerra, demonstrando confiança de que o aliado prevalecerá sob a liderança de Putin. A relação entre os dois países foi elogiada por Putin em uma carta enviada a Kim, na qual destacou o aniversário da libertação da península coreana da ocupação japonesa.
Na terça-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que o Exército russo utilizou mísseis balísticos norte-coreanos para atacar a cidade de Zaporizhzhia, resultando em pelo menos seis mortes. Zelensky também alertou que a Rússia estaria recebendo reforços de tropas da Coreia do Norte, além de mais mísseis balísticos.
Zelensky solicitou assistência ao Japão e à Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, para fortalecer a defesa aérea da Ucrânia, considerando a necessidade de conter o crescente poder de Pyongyang, impulsionado pela experiência adquirida ao apoiar Moscou.
Em junho de 2024, Putin visitou Pyongyang, sua primeira viagem à Coreia do Norte em quase 25 anos, onde firmou uma aliança militar com Kim. O tratado inclui cláusulas de assistência militar mútua, desrespeitando as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra Pyongyang.
Nos dois anos seguintes ao pacto, tropas norte-coreanas lutaram ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, com mísseis e munições de artilharia de fabricação norte-coreana sendo enviados para o campo de batalha. Em 2026, serviços de inteligência sul-coreanos estimaram que cerca de 6 mil soldados norte-coreanos, mais de um terço dos enviados para a Rússia, haviam morrido ou se ferido nos combates.
A Rússia começou a utilizar mísseis balísticos norte-coreanos contra a Ucrânia no final de 2023, e desde então, tem trabalhado para aprimorar a capacidade de sobrevivência e a precisão desses sistemas.
Fonte: Noticiasaominuto