O santuário Yasukuni, localizado em Tóquio, é um local de homenagem a cerca de 2,5 milhões de soldados japoneses que morreram em conflitos. No entanto, também preserva a memória de 14 oficiais e políticos condenados por crimes de guerra após a Segunda Guerra Mundial.
Recentemente, o ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, e a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por suas visões revisionistas, visitaram o santuário. Takaichi enviou uma oferenda, o que gerou reações negativas.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que Yasukuni é um local dedicado a 'criminosos de guerra' e que as visitas de autoridades japonesas provocam indignação em Pequim e Seul, devido às atrocidades cometidas pelo Japão na primeira metade do século XX.
O porta-voz enfatizou que 'nenhum pretexto pode ocultar a verdadeira intenção dos políticos japoneses', referindo-se à tentativa de anular o veredicto sobre os criminosos de guerra e distorcer os fatos históricos. Ele considerou essa conduta uma afronta à justiça histórica e uma provocação à ordem internacional do pós-guerra.
Pequim também destacou a importância de refletir sobre a história de forma correta como um requisito para o retorno do Japão à comunidade internacional e para o desenvolvimento pacífico do país. O porta-voz instou o Japão a romper com o militarismo e conquistar a confiança de seus vizinhos.
Desde 2013, nenhum primeiro-ministro japonês em exercício visitou Yasukuni, após uma visita de Shinzo Abe que gerou críticas dos Estados Unidos. As tensões entre China e Japão aumentaram em 2025, quando Takaichi sugeriu a possibilidade de intervenção japonesa em um conflito em Taiwan.
Fonte: Noticiasaominuto