A polícia e especialistas forenses em Ceuta estão mobilizando recursos adicionais para identificar os corpos de aproximadamente 80 migrantes encontrados após uma entrada massiva na região. As autoridades informaram que a maioria dos corpos será sepultada em território espanhol nos próximos dias.
As equipes forenses, que enfrentam uma sobrecarga de trabalho, coletaram impressões digitais e amostras de DNA dos corpos não identificados, com o objetivo de associá-los a nomes e, posteriormente, a familiares. O diretor da equipe, Manuel Aparcero, destacou que o número de vítimas superou a capacidade operacional da equipe local.
Enquanto isso, famílias buscam informações sobre seus entes queridos nas redes sociais e na mídia. Jamal Bahloul, por exemplo, relatou a angústia pela falta de notícias sobre seu irmão, que desapareceu após deixar Tânger.
As autópsias indicaram que muitas das vítimas morreram de parada cardiorrespiratória, comum em casos de afogamento. Até o momento, apenas quatro corpos foram identificados, e a polícia espanhola está colaborando com as autoridades marroquinas para facilitar o processo.
Os corpos serão sepultados em Ceuta, a menos que um familiar solicite a transferência para o país de origem. As equipes de medicina legal estão realizando a limpeza dos corpos de acordo com os ritos muçulmanos, respeitando a religião das vítimas.
Além disso, o governo espanhol planeja transferir alguns imigrantes menores de idade de centros de acolhimento superlotados em Ceuta para o continente nas próximas semanas. A ministra da Juventude, Sira Rego, afirmou que a situação está sendo monitorada e que medidas estão sendo tomadas para melhorar as condições.
Em meio a esses esforços, o governo espanhol também fez um alerta à Itália sobre a necessidade de retirar os controles na fronteira, implementados após a crise migratória, afirmando que medidas proporcionais serão adotadas se a situação não for resolvida.
Fonte: Noticiasaominuto