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Queda no Apoio à Guerra na Rússia Após Ataques Ucranianos

A aprovação da guerra na Rússia caiu para 66%, o menor nível desde o início do conflito. A pesquisa revela descontentamento com a situação econômica e os ataques ucranianos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A recente campanha de ataques da Ucrânia ao sistema energético e logístico da Rússia resultou em uma queda significativa na aprovação da guerra iniciada por Vladimir Putin em 2022. Atualmente, 66% dos russos apoiam a invasão, enquanto 23% se opõem a ela.

Esse número, embora ainda expressivo, representa uma diminuição em relação a maio, quando 74% dos entrevistados apoiavam as ações das Forças Armadas na Ucrânia. Em momentos anteriores, esse apoio chegou a 80% em três ocasiões: março de 2022, fevereiro e março de 2025.

Os dados foram coletados pelo Centro Levada, um instituto de pesquisa independente da Rússia, que enfrenta sanções do governo. A pesquisa, realizada entre 21 e 28 de julho, entrevistou 1.612 pessoas em 137 cidades, com uma margem de erro de dois pontos percentuais.

O nível mais baixo de apoio antes dessa pesquisa foi registrado em 27 de fevereiro de 2022, logo após o início da invasão, quando 68% dos russos apoiavam a guerra. No entanto, a metodologia utilizada na época não é comparável, pois foi realizada por telefone com uma amostra menor.

Desde que o presidente ucraniano Volodimir Zelenski anunciou que levaria 'a guerra para a casa dos russos', após obter acesso a mísseis de longo alcance e drones, os ataques se tornaram mais frequentes. Imagens de refinarias em chamas e navios sendo atacados no mar Negro se tornaram comuns.

A pesquisa também revelou um aumento no impacto humano da guerra. Em janeiro, a média de civis mortos era de 7,1, enquanto em julho esse número subiu para 21, o maior desde o início do conflito, com dois russos entre as vítimas.

Um engenheiro de Moscou, que preferiu não se identificar, comentou sobre a situação econômica, afirmando que 'ninguém está feliz' e que a guerra afeta principalmente pessoas de regiões mais pobres. Ele mencionou a dificuldade em abastecer veículos devido à escassez de combustível e ao aumento dos preços.

Embora a situação tenha melhorado após uma corrida inflacionária em junho, a escassez de combustível persiste, com 13% dos entrevistados citando a crise do combustível como a principal preocupação. Os ataques ucranianos foram mencionados por 17% dos participantes da pesquisa.

A aprovação de Putin, que chegou a 74%, ainda é alta em comparação a outros países, mas tem flutuado entre 80% e 90%. Atualmente, apenas 50% dos russos acreditam que a guerra está sendo um sucesso, uma queda de 19 pontos em relação ao ano anterior.

A pesquisa também revelou que 62% dos entrevistados acreditam que devem ocorrer negociações de paz, enquanto 28% preferem que a guerra se intensifique. A maioria, 56%, não deseja concessões aos ucranianos.

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