Israel compartilhou com os Estados Unidos informações que sugerem um suposto plano do Irã para assassinar o presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal, que cita fontes não identificadas.
Embora os detalhes do plano e os possíveis responsáveis não tenham sido revelados, a advertência ocorre em um contexto de intensificação das tensões entre Washington e Teerã, que incluem confrontos militares e ameaças mútuas.
Durante uma cúpula da OTAN em Ancara, Trump reconheceu que continua sendo alvo de potenciais ataques iranianos, mencionando que existem indivíduos no Irã que buscam atentar contra sua vida. Ele relacionou essas ameaças à morte do general iraniano Qasem Soleimani, que ocorreu em 2020, em uma operação militar dos EUA.
As autoridades americanas já haviam sinalizado anteriormente sobre ameaças iranianas contra Trump, ligadas ao ataque que resultou na morte de Soleimani, uma figura central da Guarda da Revolução Islâmica, abatido por um drone norte-americano em Bagdade.
Em 2024, um cidadão paquistanês foi acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de tentar recrutar pessoas para um plano de assassinato contra Trump, acusação que foi negada por Teerã.
A nova advertência de inteligência se insere em um dos períodos mais tensos entre os dois países, após os EUA realizarem novos ataques a alvos iranianos, acusando Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Hormuz. O Irã, por sua vez, retaliou com ataques a instalações norte-americanas na região.
Trump também declarou o fim de uma trégua alcançada três semanas antes, que resultou em um quadro de entendimento de paz.
Até o momento, nem a Casa Branca nem as autoridades iranianas confirmaram publicamente os detalhes do suposto plano de assassinato mencionado pela inteligência israelense.