A implementação de um novo sistema de controle de fronteiras na União Europeia tem gerado filas extensas em aeroportos de diversos países, com passageiros relatando esperas de até cinco horas. A situação se agravou com a chegada das férias de verão no Hemisfério Norte, levando a um aumento significativo no fluxo de viajantes.
O novo sistema, conhecido como Sistema de Entrada/Saída (EES), substitui o carimbo tradicional no passaporte por um controle digital. Estrangeiros que não pertencem à União Europeia agora precisam registrar suas impressões digitais e imagens faciais ao entrar e sair da região.
Desde que o sistema entrou em operação plena em abril, a entidade que representa os aeroportos europeus informou que o tempo de processamento dos passageiros aumentou consideravelmente, resultando em filas que se estendem até o lado de fora dos terminais.
Markus Lammert, porta-voz da Comissão Europeia, destacou que o objetivo do novo sistema é melhorar a segurança nas fronteiras, sem comprometer a fluidez das viagens internacionais.
Todos os esforços estão sendo feitos para reduzir o impacto sobre passageiros de fora da UE — afirmou.
Entretanto, o setor aéreo expressou preocupações sobre a eficácia do sistema. O diretor de operações da Ryanair, uma das principais companhias aéreas da Europa, criticou a falta de preparação do sistema para lidar com o volume de passageiros esperado durante o verão, sugerindo que os viajantes não deveriam ser tratados como "cobaias".
Em resposta à situação, a Ryanair e outras empresas do setor solicitaram à Comissão Europeia a reintrodução temporária da checagem tradicional de passaportes em aeroportos com maior movimento. Além disso, há propostas para suspender a implementação do novo sistema até setembro, quando o fluxo de turistas tende a diminuir.
Estima-se que cerca de 40 milhões de passageiros adicionais passem pelos aeroportos europeus em julho e agosto, aumentando ainda mais a pressão sobre o novo sistema de controle migratório.