A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, está enfrentando resistência dos Estados Unidos em sua tentativa de retornar à Venezuela. Recentemente, ela foi impedida de embarcar em um voo do Panamá para Caracas, o que gerou controvérsias sobre suas intenções.
Um alto funcionário do governo norte-americano afirmou que a movimentação de Machado em busca de apoio para seu retorno gerou "drama desnecessário
ao Departamento de Estado. O funcionário ainda a acusou de
oportunismo político grotesco", em meio à crise interna do país, exacerbada pelos terremotos que afetaram a região.
A imprensa dos EUA chegou a sugerir que o impedimento de Machado estava relacionado a um pedido do ex-presidente Donald Trump. No entanto, interlocutores do governo norte-americano negaram essa afirmação, esclarecendo que a prioridade é o apoio à Venezuela em resposta à tragédia causada pelos terremotos.
O Departamento de Estado dos EUA, responsável pela política externa do país, não comentou diretamente sobre o impedimento de Machado, mas enfatizou que é
contraproducente adicionar questões políticas
em um momento em que o foco deve ser a assistência humanitária.
O governo Trump está totalmente focado em dar continuidade aos nossos esforços em resposta aos terremotos devastadores na Venezuela. Nossa resposta tem sido rápida e eficaz. Adicionar questões políticas sensíveis a essa discussão, neste momento, é contraproducente para os nossos esforços de resposta após essa tragédia — declarou o Departamento de Estado.