As zonas azuis são regiões do mundo conhecidas pela alta concentração de centenários e pela qualidade de vida de seus habitantes. Pesquisas anteriores já destacaram a alimentação saudável como um dos fatores que contribuem para essa longevidade. Contudo, um estudo recente publicado na revista International Journal of Applied Positive Psychology, em julho, sugere que a personalidade dos moradores também desempenha um papel crucial.
A pesquisa comparou dois grupos de idosos, ambos com idade média de 80 anos. Um grupo reside na zona azul da Sardenha, enquanto o outro vive em uma região próxima, mas sem a mesma quantidade de centenários. Todos os participantes foram submetidos a testes que avaliaram sua eficiência cognitiva, traços de personalidade, qualidade de vida e bem-estar psicológico.
Os resultados indicaram que os idosos da zona azul que apresentam maior longevidade possuem características como organização, planejamento, altruísmo e abertura a novas experiências. Os pesquisadores notaram que esses indivíduos têm estratégias eficazes para lidar com problemas cotidianos, além de serem capazes de compartilhar emoções e compreender seus próprios sentimentos.
Os voluntários que vivem na zona azul mostraram-se mais satisfeitos com suas relações sociais e participam ativamente de atividades que estimulam a mente. Os cientistas afirmam que a combinação de traços de personalidade adaptativos e habilidades de enfrentamento contribui para um estilo de vida mais ativo, oferecendo novas perspectivas sobre os mecanismos que favorecem um envelhecimento saudável.