Kiev enfrentou uma nova onda de ataques aéreos por parte da Rússia entre a noite de domingo (5) e a madrugada de segunda-feira (6), resultando em pelo menos 9 mortes e 24 feridos, conforme informações das autoridades locais.
Os bombardeios, que incluíram mísseis balísticos e drones, ocorreram horas após um alerta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre a possibilidade de uma ofensiva em larga escala contra a capital. O ataque deixou um edifício residencial parcialmente desabado no distrito de Podilskyi e causou danos em prédios de múltiplos andares no distrito de Darnytsia, onde há suspeitas de civis soterrados.
São edifícios residenciais. Locais onde as pessoas dormiam e viviam suas vidas normais — declarou Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar da Cidade de Kiev.
As explosões foram ouvidas por toda a cidade, enquanto muitos civis buscavam abrigo em estações de metrô. O ataque se seguiu a uma ofensiva anterior, ocorrida há apenas quatro dias, que deixou 20 mortos e 90 feridos.
Naquela ocasião, a força aérea ucraniana registrou o disparo de 74 mísseis e 496 drones russos, que atingiram todos os 10 distritos de Kiev. A baixa taxa de interceptação das armas russas foi atribuída à escassez de mísseis para o sistema de defesa Patriot.
Zelensky, em uma publicação no Telegram, reiterou o pedido por apoio ocidental, enfatizando a necessidade de reforçar a defesa aérea da Ucrânia com mais mísseis Patriot. Ele argumentou que a falta de reposição desses sistemas encoraja a Rússia a prolongar o conflito, que já se estende por quase quatro anos.
A escalada dos ataques russos ocorre em meio a uma campanha de drones de longo alcance promovida pela Ucrânia, que visa atingir refinarias e instalações de energia na Rússia, buscando reduzir o abastecimento de combustível do país vizinho.