Cuba passou por um apagão geral nesta segunda-feira, 6 de julho, afetando cerca de 10 milhões de habitantes. A estatal União Elétrica de Cuba (UNE) confirmou que investiga as causas do que classificou como "desligamento total" do sistema elétrico.
Este é o terceiro apagão geral registrado em 2026. Antes do colapso, quase dois terços da ilha já enfrentavam falta de energia, e os cortes programados se tornaram uma rotina, durando horas ou até dias.
A situação se agrava com o calor intenso do verão caribenho, dificultando o trabalho e o descanso da população, que depende de ventiladores e ar-condicionado. A falta de energia também impacta serviços essenciais, como hospitais, escolas e o transporte, além de paralisar padarias e pequenos comércios, que dependem da rede elétrica.
O Ministério de Energia de Cuba atribuiu o colapso a uma combinação de uma rede elétrica obsoleta e a escassez crônica de combustível. O Sistema Elétrico Nacional opera no limite, com usinas termoelétricas frequentemente quebradas e falta de peças para manutenção.
Além disso, o fim dos envios subsidiados de petróleo da Venezuela e as sanções dos Estados Unidos complicam ainda mais a situação, dificultando a compra de combustível no exterior. O governo cubano aponta o "bloqueio energético" imposto pelos EUA como um dos principais fatores da crise, enquanto Washington intensifica as sanções devido à relação de Cuba com países como China, Rússia e Irã.