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Investigação do Master intensifica disputa eleitoral na Bahia

A investigação da Polícia Federal sobre Jaques Wagner gera tensões na Bahia, impactando a campanha entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto. O PT busca unidade em meio à crise.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A investigação da Polícia Federal sobre o senador Jaques Wagner (PT) está gerando tensões na Bahia, especialmente em um momento em que a disputa eleitoral entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) se intensifica. Durante o cortejo do 2 de Julho em Salvador, militantes se posicionaram nas ruas para vaiar adversários, enquanto cartazes com a frase "Jaques do Master" foram colados em muros, aludindo às relações de Wagner com o banco de Daniel Vorcaro.

A crise envolvendo o Master acirrou as rivalidades políticas, com a expectativa de uma eleição apertada. Jerônimo Rodrigues vinha desfrutando de um bom momento, impulsionado por obras e pela popularidade do presidente Lula (PT), mas sua base foi abalada após a operação da PF que investiga Wagner por supostos pagamentos relacionados ao banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Wagner nega qualquer irregularidade.

Após a operação, o PT iniciou uma reação política, buscando reforçar a unidade em torno de Wagner, que é visto como um pilar do governo na Bahia. Recentemente, o partido lançou uma campanha publicitária nas redes sociais, intitulada "Três Irmãos", que destaca a parceria entre Jerônimo, Wagner e o ex-ministro Rui Costa.

O governador Jerônimo Rodrigues expressou confiança em Wagner, afirmando que o grupo sempre foi unido e que superará as dificuldades. Ele também manteve Eduardo Sodré, secretário estadual de Meio Ambiente e enteado de Wagner, no cargo, afirmando que ele terá direito à defesa.

Por outro lado, a oposição tem adotado uma postura mais cautelosa em relação à investigação, focando suas críticas na gestão de Jerônimo. O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que questões relacionadas à Justiça devem ser tratadas pela Justiça, enquanto a política deve se concentrar na administração.

A crise do Master também afeta a oposição, com relatórios do Coaf indicando que uma empresa de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do banco Master. Neto defendeu a legalidade dos valores recebidos, alegando que se tratam de serviços de consultoria.

As tensões aumentaram após declarações de Rui Costa, que mencionou o contrato da empresa de ACM Neto com o Master. O ex-ministro João Roma (PL) criticou a abordagem de Rui, chamando-a de "agressão gratuita" à família do aliado.

Enquanto a oposição se prepara para atacar a chapa de Jerônimo e Wagner, os petistas defendem que o grupo se recicla e não se limita a um único líder. O desempenho do PT na Bahia é considerado crucial para o presidente Lula, que obteve uma expressiva vitória no estado nas eleições de 2022.

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