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Paulo Figueiredo desiste de audiência nos EUA após declarações polêmicas

O influenciador Paulo Figueiredo cancelou sua participação em audiência nos EUA sobre tarifas a produtos brasileiros, após repercussão de falas machistas. Flávio Bolsonaro é o foco da audiência.

O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo anunciou que não comparecerá pessoalmente à audiência promovida pelo governo dos Estados Unidos, que discute a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A audiência estava agendada para esta segunda-feira, 6 de novembro.

Figueiredo justificou sua decisão afirmando que as atenções devem se concentrar na participação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), prevista para o segundo dia da audiência, nesta terça-feira, 7 de novembro. Ele optou por enviar seus comentários por escrito, destacando a importância da representação de Flávio.

A desistência de Figueiredo ocorre após a repercussão de um vídeo em que ele fez comentários considerados machistas, afirmando que as mulheres votam mal e atacando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As declarações geraram preocupações sobre o impacto no eleitorado feminino da campanha de Flávio, que, na semana passada, repudiou as falas do aliado.

Flávio Bolsonaro Declarou

Flávio Bolsonaro declarou:

Não concordo com o que ele falou, completamente equivocado. Ele não faz parte da nossa campanha. Óbvio que é uma pessoa que nos ajuda muito nos Estados Unidos, e por isso as pessoas tentam colocar no meu colo uma fala que não é minha.

A audiência pública é parte de uma investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) sobre práticas comerciais no Brasil, que inclui queixas sobre tarifas brasileiras e o sistema de pagamentos Pix.

Figueiredo protocolou um comentário escrito na semana passada, pedindo ao governo Trump que suspenda a adoção das tarifas e adie a decisão até após as eleições presidenciais brasileiras de outubro. Ele sugere que, em vez de tarifas, o governo americano amplie sanções individuais sob a Lei Magnitsky contra ministros do STF.

A investigação foi iniciada em julho de 2025 e abrange diversas questões, incluindo tarifas sobre etanol e a acusação de que o Banco Central favorece o Pix em detrimento de outros meios de pagamento.

O presidente Lula criticou Flávio Bolsonaro, chamando-o de "traidor da pátria" após o anúncio das tarifas, que foram vistas como resultado de uma falta de esforço do governo para manter boas relações com Washington.

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