A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do celular apreendido na cela de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que cumpre pena pela tortura e morte do menino Henry Borel, de 4 anos. O telefone foi encontrado pela Polícia Penal durante uma fiscalização no presídio do Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.
A decisão foi tomada em resposta a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que busca analisar o conteúdo do aparelho para auxiliar em investigações sobre a atuação de Jairinho enquanto estava preso. A autorização para a quebra do sigilo foi concedida pela juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento que resultou na condenação do ex-vereador.
De acordo com o MP, a extração dos dados será realizada pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética (DEIC). O órgão acredita que o conteúdo do celular pode fornecer provas relevantes sobre a possível comunicação de Jairinho com pessoas fora do sistema prisional.
O promotor Fábio Vieira dos Santos, em sua manifestação à Justiça, destacou a necessidade da medida para investigar possíveis influências que Jairinho poderia exercer sobre terceiros durante sua custódia, além de identificar contatos e comunicações que possam ter impactado a persecução penal.
Leniel Borel, pai de Henry e assistente de acusação no caso, defendeu uma investigação minuciosa sobre o uso do celular. Ele afirmou que é essencial apurar quem colocou o aparelho na cela, há quanto tempo estava em uso e quais mensagens foram trocadas.
Na mesma semana, a Justiça também determinou que Jairo Souza Santos, pai de Jairinho, se abstenha de divulgar informações falsas sobre Leniel Borel, além de ordenar a remoção de conteúdos publicados pelo Google.
Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão em 4 de junho deste ano pelos crimes de tortura e homicídio qualificado pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
Fonte: Metropoles