Na manhã desta quinta-feira (25/6), a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Afluente, que resultou na apreensão de um helicóptero e maços de dinheiro. A ação tem como alvo o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), que é investigado por liderar um esquema de corrupção relacionado à liberação de emendas parlamentares mediante pagamento de propina por prefeitos.
Embora a aeronave tenha sido apreendida, ela permanecerá sob a posse do proprietário, que foi designado como fiel depositário. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em endereços associados ao deputado no Distrito Federal, Goiás e Maranhão.
De acordo com as investigações, o grupo liderado por Maranhãozinho exigia dos prefeitos o pagamento de uma taxa de 25% sobre o valor total de cada emenda destinada aos municípios. Prefeitos que se recusavam a pagar eram pressionados a aderir ao esquema.
Essa operação ocorre poucas semanas após o deputado ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e organização criminosa. O STF concluiu que Maranhãozinho fazia parte de um grupo que negociava a liberação de recursos públicos em troca de propina.
Entre janeiro e agosto de 2020, ele e outros deputados solicitaram R$ 1,6 milhão ao então prefeito de São José de Ribamar (MA) como contrapartida para a liberação de aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas parlamentares.
O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, afirmou que as provas demonstraram que as emendas eram tratadas como "moeda de troca" e que Maranhãozinho exercia um papel de liderança no esquema.
O deputado foi condenado a 6 anos e 5 meses de prisão em regime semiaberto, além de multa e indenização por danos morais coletivos. Apesar da condenação, ele continua no exercício do mandato, pois a decisão ainda admite recursos.
A defesa de Josimar Maranhãozinho não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Fonte: Metropoles