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Cansaço persistente pode indicar anemia por deficiência de ferro

A anemia por deficiência de ferro se desenvolve lentamente e pode ser sinalizada por cansaço constante, dificuldade de concentração e queda de cabelo. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações.
Foto: Cansaço constante pode ser sinal de anemia por deficiência de ferro

O cansaço constante e a falta de disposição podem ser mais do que simples sinais de estresse ou sobrecarga de trabalho. Especialistas alertam que esses sintomas podem indicar anemia por deficiência de ferro, uma condição que se desenvolve de forma gradual e, muitas vezes, passa despercebida nos estágios iniciais.

Entre os primeiros sinais da deficiência de ferro estão a fadiga persistente, sonolência, irritabilidade, dores de cabeça, unhas frágeis e queda de cabelo. Esses sintomas podem ser sutis, mas são importantes para que a condição seja identificada precocemente.

Grupos de risco incluem mulheres com fluxo menstrual intenso, gestantes, crianças, adolescentes, idosos, pessoas que passaram por cirurgia bariátrica e pacientes com doenças intestinais que dificultam a absorção de nutrientes. A médica da família Ingrid Ostermayer, da plataforma INKI, ressalta a importância de não ignorar sintomas que persistem por semanas, enfatizando que

mais importante do que confirmar a anemia é descobrir sua causa

.

O hemograma é um dos principais exames utilizados para diagnosticar anemia, mas pode não detectar a deficiência de ferro em sua fase inicial. Nesses casos, a dosagem de ferritina, que mede as reservas de ferro no organismo, é um exame útil. Além disso, o médico pode solicitar outros testes, como ferro sérico e capacidade total de ligação do ferro, para investigar alterações no metabolismo do mineral.

Fatores como estados inflamatórios crônicos, obesidade, hipotireoidismo e uso prolongado de medicamentos que reduzem a acidez do estômago podem dificultar a absorção do ferro, mesmo quando há reservas adequadas. O endocrinologista Igor Trotte, que atua no Rio de Janeiro, destaca que a investigação deve ir além da simples reposição de ferro, pois a deficiência pode estar relacionada a alterações hormonais ou metabólicas.

Diante disso, especialistas recomendam que a suplementação de ferro seja realizada apenas após avaliação médica e exames laboratoriais, permitindo identificar a origem da deficiência e definir o tratamento mais adequado para cada paciente.

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