O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca na Bahia nesta quarta-feira (1º) para uma série de inaugurações, marcando seu primeiro ato público ao lado do senador Jaques Wagner (PT-BA) após a destituição deste da liderança do governo no Senado. O afastamento ocorreu uma semana antes, em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga Wagner por suspeitas de recebimentos relacionados ao Banco Master.
Durante sua visita, Lula participará de eventos em Alagoinhas, Vera Cruz e Salvador, mas não ficará na capital baiana para o cortejo do 2 de Julho, que celebra a independência do Brasil na Bahia. O presidente foi aconselhado a não participar do evento devido a recomendações médicas, após ter passado por sessões de radioterapia.
Este será o primeiro ano em quatro que Lula não comparece ao cortejo, onde tradicionalmente participa em carro aberto. O reencontro com Wagner acontece em um contexto de tensões internas no Partido dos Trabalhadores (PT), mas assessores do presidente esperam que o clima de amizade entre os dois prevaleça durante os eventos.
A situação de Eduardo Sodré, enteado de Wagner e alvo da mesma operação da PF, também gera controvérsias. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu a permanência de Sodré no cargo de secretário de Meio Ambiente, afirmando que não haverá afastamento sem provas concretas.
Na última sexta-feira (26), Wagner retomou sua agenda pública e reafirmou sua inocência em relação às acusações. Ele criticou a atuação da Polícia Federal, especialmente a divulgação de imagens relacionadas ao caso.
As agendas de Lula na Bahia incluem a inauguração de um hospital em Alagoinhas, o início da construção de uma ponte entre Salvador e a Ilha de Itaparica e a reinauguração do Teatro Castro Alves, que contará com apresentações de artistas renomados.