Os países membros do Mercosul aprovaram uma declaração que expressa preocupação com a situação humanitária na Bolívia, marcada por protestos e bloqueios de estradas que já duram mais de 50 dias. O documento, adotado ao final da Cúpula de Assunção, realizada na terça-feira (30), rechaça atos de violência e interrupções de serviços essenciais, além de ameaças à infraestrutura e qualquer conduta que comprometa a estabilidade democrática.
Na declaração, os países reafirmaram seu apoio ao governo de Rodrigo Paz, enfatizando a importância do respeito ao "governo legítimo e constitucional" da Bolívia. O comunicado instou todos os atores políticos e sociais a resolverem suas divergências por meio do diálogo, do respeito mútuo, do pleno reconhecimento das instituições democráticas e da preservação da paz social.
A situação na Bolívia se agravou após a promulgação de uma lei relacionada à propriedade de terras, o que gerou mobilizações em massa. Em resposta aos protestos, o governo boliviano declarou estado de emergência no dia 20, que inclui a proibição de bloqueios de ruas, porte de armas e explosivos, transporte de combustíveis e uso de objetos perigosos.