A cidade de João Pessoa enfrenta uma nova crise na coleta de lixo, que tem gerado descontentamento entre os moradores. Nesta terça-feira (30), diversas reclamações foram registradas em diferentes bairros, onde o acúmulo de resíduos nas calçadas e vias públicas se tornou uma cena recorrente nos últimos três meses.
Imagens exibidas no programa Tribuna Livre da TV Arapuan mostram montanhas de lixo em várias regiões da capital paraibana. O jornalista Bruno Pereira criticou a situação, chamando-a de "vergonha" e exigindo ações imediatas da Prefeitura e dos órgãos de fiscalização.
Pereira destacou que o problema não é mais pontual, mas afeta praticamente toda a cidade. Ele questionou:
Até quando nós vamos viver nesse cenário de vergonha? João Pessoa é destaque pelas belezas naturais e pelo turismo, mas é isso que estamos oferecendo para quem mora aqui e paga seus impostos?
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O jornalista também fez um apelo ao prefeito Léo Bezerra, que assumiu a administração municipal já enfrentando a crise na coleta. Ele argumentou que, após três meses, a situação não pode continuar e sugeriu que, se a empresa responsável pela coleta não resolver os problemas, o contrato deve ser rescindido.
Além disso, Bruno Pereira solicitou ao Ministério Público da Paraíba que acompanhe a situação, ressaltando que o acúmulo de lixo pode representar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Até quando o lixo vai ficar na porta das pessoas, causando mau cheiro e colocando a saúde da população em risco?
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A gestão municipal reconhece a crise na coleta de resíduos. Desde abril, moradores têm denunciado atrasos frequentes na passagem dos caminhões de coleta. Em maio, o prefeito Léo Bezerra informou que notificou a empresa responsável e admitiu a possibilidade de rescisão contratual caso os problemas persistissem, citando dificuldades operacionais como um dos fatores que comprometeram a regularidade do serviço.
Recentemente, a Prefeitura voltou a discutir o futuro do contrato com a empresa Inovar. A administração municipal está avaliando medidas administrativas, incluindo a possibilidade de rompimento do contrato e a contratação emergencial de outra empresa, além da antecipação do processo licitatório para a coleta de lixo na capital.