Neste sábado (27), a Dinamarca registrou a temperatura mais alta desde o início das medições, com 36,6°C ao norte de Odense, conforme informou o Instituto Meteorológico Dinamarquês (DMI). O DMI destacou em uma publicação no Facebook que "o dia ainda não acabou", sugerindo que a temperatura pode aumentar ainda mais.
A onda de calor que atinge a Europa neste fim de semana afeta pelo menos 193 milhões de pessoas, incluindo 75 milhões na Alemanha, que enfrentam temperaturas superiores a 35°C. Essa é a segunda grande onda de calor no continente em dois meses.
Na última quinta-feira (25), mais de 101 milhões de pessoas na Europa também enfrentaram temperaturas acima de 35°C, com cerca de dois terços da população do continente registrando temperaturas acima de 30°C. O Reino Unido, por sua vez, registrou seu dia de junho mais quente, com 36,4°C.
A situação é crítica em outros países europeus, como a França, que colocou 54 departamentos em alerta vermelho, com temperaturas chegando a 44,3°C no sudoeste. Na Espanha, o litoral norte, conhecido por seu clima ameno, atingiu 43,7°C.
Especialistas alertam que a Europa está aquecendo cerca de duas vezes mais rápido que a média global, tornando-se um laboratório involuntário para a adaptação ao calor extremo. As medidas adotadas nas últimas duas décadas, especialmente após a onda de calor de 2003, que resultou na morte de mais de 70 mil pessoas, ajudam a avaliar a eficácia das adaptações e os limites de proteção da população.