O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) aumentou para 920, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (26) pelo governo, liderado por Delcy Rodríguez. O total de feridos foi reportado em 2.980, mas não houve atualização recente sobre esse dado.
As atualizações sobre o número de vítimas têm sido irregulares. Após os tremores, que ocorreram por volta das 19h, horário de Brasília, as autoridades inicialmente informaram sobre 32 mortos. Esse número foi revisado para 164 na manhã de quinta-feira, e posteriormente para 188, 235 e, finalmente, 920.
Os sismos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, causaram destruição significativa, especialmente no estado de La Guaira, a região mais afetada. Em um comunicado, Delcy Rodríguez mencionou que o governo está "militarizando" a área para auxiliar nas operações de resgate.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, informou que três cidadãos espanhóis morreram e 99 estão desaparecidos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou que o número total de mortos pode chegar a 10 mil, com uma probabilidade de 42% de que o total fique entre 10 mil e 100 mil.
A oposição venezuelana criou sites para registrar desaparecidos, com um total estimado de 56 mil pessoas sem paradeiro conhecido. O chefe de ajuda humanitária da ONU também indicou que mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
O governo espanhol, que tem 147 mil cidadãos vivendo na Venezuela, pediu que os espanhóis temporariamente no país entrem em contato com os serviços consulares. Além disso, 59 militares espanhóis, acompanhados de cães farejadores, já chegaram à Venezuela para auxiliar nas buscas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com ajuda humanitária partiria de Guarulhos na manhã desta sexta-feira. Serão enviados membros dos corpos de bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de especialistas da Defesa Civil.
Na quinta-feira, o Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros, mas não forneceu detalhes sobre suas identidades. O governo de Portugal também relatou a morte de nove cidadãos e 56 desaparecidos. Entre as vítimas estão dois cidadãos chineses e um ítalo-venezuelano.
O governo dos Estados Unidos informou que o general Kevin J. Jarrard desembarcou na Venezuela para supervisionar operações de ajuda humanitária. O regime venezuelano solicitou formalmente assistência de Washington após os terremotos.
Os socorristas continuam trabalhando arduamente para resgatar pessoas presas sob os escombros. Moradores relataram dificuldades na chegada de ajuda oficial. Uma mulher, identificada como Yamileth Jimenez, afirmou que seu filho está preso sob os escombros e não há máquinas disponíveis para resgatá-lo.
A ONU estima que cerca de 7 milhões de pessoas, aproximadamente 25% da população da Venezuela, foram afetadas de alguma forma pelo desastre.