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Psicóloga alerta sobre limites no uso de telas por jovens

A psicóloga Paloma Lima discute os riscos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes e orienta pais sobre limites saudáveis.

O uso crescente de dispositivos eletrônicos no cotidiano das famílias traz benefícios, mas também levanta preocupações sobre a saúde mental e física de crianças e adolescentes. Em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, a psicóloga Paloma Lima destacou os sinais que indicam quando o uso de telas se torna prejudicial ao desenvolvimento dos jovens.

Paloma Lima explicou que os sintomas do abuso de smartphones, tablets e computadores podem afetar diversas áreas do comportamento e da saúde, comprometendo o bem-estar geral dos jovens.

Os principais alertas com relação ao uso excessivo de telas estão relacionados a fatores como regulação emocional, sedentarismo e qualidade do sono. Tudo isso é interligado e devemos estar atentos ao que as crianças sinalizam — afirmou.

A psicóloga enfatizou que o objetivo não é demonizar a tecnologia, mas sim evitar o excesso que prejudica o engajamento com o mundo real. Segundo ela, a incapacidade de gerenciar o tempo online pode afetar a estabilidade emocional e a capacidade de concentração.

O uso excessivo de telas acarreta prejuízos na regulação emocional das crianças, que podem ter dificuldades em expressar suas emoções e apresentar explosões de raiva. Além disso, o sono pode ser desregulado, resultando em noites mal dormidas — explicou.

Paloma Lima também associou o uso excessivo de eletrônicos ao aumento do sedentarismo entre os jovens, ressaltando que a imersão no ambiente virtual pode criar barreiras para a realização de atividades que exigem esforço físico e mental.

Como orientação para pais e responsáveis, a psicóloga apresentou recomendações baseadas em diretrizes internacionais de psiquiatria infantojuvenil, sugerindo limites de tempo de tela de acordo com a idade: até 2 anos, nenhum acesso; de 2 a 5 anos, no máximo uma hora por dia com supervisão; e a partir dos 5 anos, uso condicionado a uma rotina rígida.

Ao finalizar, a especialista ressaltou a importância da fiscalização dos adultos sobre o uso de dispositivos eletrônicos, afirmando que a responsabilidade de impor limites é dos pais.

Os pais precisam estabelecer essas rotinas, pois somos nós que devemos controlar o acesso das crianças às telas — concluiu.

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