O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (26), que a defesa nacional será um dos pilares de seu programa de governo para as próximas eleições. Durante um evento em Itajaí, Santa Catarina, ele enfatizou a importância de equipar as Forças Armadas, citando um cenário internacional repleto de incertezas.
Em seu discurso, Lula mencionou ameaças como as declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia e o Canal do Panamá, além da crescente fabricação de armas nucleares por diversas nações.
Pela primeira vez eu vou colocar a questão da defesa nacional no programa de governo, que é para a gente poder assumir compromisso público com que tipo de defesa a gente vai querer neste país — afirmou.
O presidente recordou seu histórico como constituinte e seu voto pela não proliferação de armas nucleares, ressaltando que, apesar desse compromisso, países como Paquistão, Coreia do Norte, Índia, China e Rússia continuam a se armar.
Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa — declarou, referindo-se a eventos históricos como a invasão do Paraguai ao Brasil e seus vizinhos.
Lula também destacou a fragilidade da indústria de defesa brasileira nos últimos anos e a necessidade de um país soberano e preparado.
Isso é o começo de um país que vai assumir de fato e de direito o direito de ser soberano — completou.
Essas declarações ocorrem em um contexto de tensões crescentes com os Estados Unidos, especialmente após a classificação de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas, o que levantou preocupações sobre possíveis intervenções estrangeiras.