O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (23) que relaxou as restrições de viagem para a seleção do Irã, permitindo que a equipe chegue ao país dois dias antes de sua próxima partida, marcada para sexta-feira em Seattle.
Um porta-voz do departamento informou que, apesar da flexibilização, a equipe deverá deixar os Estados Unidos após a partida. A seleção do Irã, que atualmente se encontra em Tijuana, no México, partirá para Seattle na quarta-feira.
Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a FIFA, afirmou à Associated Press que a decisão foi tomada após uma avaliação dos deslocamentos anteriores da equipe.
Íamos avaliar como ocorreram os dois primeiros deslocamentos e, se tudo corresse bem, concederíamos o dia extra, levando em conta o tempo de viagem mais longo — disse.
A seleção iraniana havia expressado insatisfação com as restrições de viagem desde o início da Copa do Mundo, enfrentando desafios logísticos significativos. Para as duas primeiras partidas, a equipe não pôde viajar antes da véspera do jogo, e sua base foi transferida de Tucson, no Arizona, para o México. Além disso, vários dirigentes e membros da equipe de apoio foram impedidos de viajar para os EUA.
Após o empate contra a Bélgica, o jogador Alireza Jahanbakhsh comentou sobre a expectativa de viajar para Seattle rapidamente, a fim de se adaptar ao local do próximo jogo contra o Egito.
Não pedimos muito. Pedimos apenas o mesmo procedimento adotado para todas as outras 47 equipes — afirmou.
A federação iraniana também anunciou que apresentou uma reclamação à FIFA, alegando que sua seleção está sendo "a mais maltratada" na Copa do Mundo de 2026.