Na cidade da Trofa, no norte de Portugal, uma mulher de 62 anos, identificada como Ângela Pinho, foi encontrada morta em sua residência, onde viveu por mais de um ano com o corpo da mãe, Adelaide Sousa, de 87 anos. Os corpos foram descobertos pela Polícia Judiciária do Porto em avançado estado de decomposição na manhã de quinta-feira, 18 de junho.
De acordo com informações da imprensa portuguesa, Adelaide Sousa teria falecido entre o final de 2024 e o início de 2025, após sofrer uma queda no hall da casa. O corpo da mãe permaneceu no local sem que Ângela buscasse ajuda ou informasse as autoridades sobre a morte.
As investigações indicam que Ângela, que enfrentava problemas de saúde mental e tinha uma relação complicada com a mãe, deixou de ser vista pelos vizinhos no final de 2025, período em que se acredita que ela também tenha morrido. O corpo de Ângela foi encontrado sobre a cama de um dos quartos, a poucos metros do cadáver da mãe.
A ausência de movimentação na casa despertou a curiosidade dos moradores, que notaram a falta de atividades cotidianas, como o descarte de lixo e a recepção de entregas. Em várias ocasiões, Ângela apresentou versões diferentes sobre o paradeiro da mãe, afirmando que ela estava acamada ou havia sido levada para um asilo.
Após uma denúncia em abril deste ano, o caso foi encaminhado à Brigada de Pessoas Desaparecidas da Polícia Judiciária do Porto, que, durante as buscas, encontrou os dois corpos. A polícia não encontrou indícios de crime, e a principal hipótese é de suicídio.
O caso gerou forte comoção na comunidade local, com vizinhos relatando que nunca haviam presenciado uma situação semelhante.