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Soldado brasileiro relata agressão durante treinamento na Ucrânia

Arisson Benevides White, conhecido como 'Periquito', denunciou agressões sofridas durante um treinamento militar na Ucrânia, incluindo um ataque com pedra e enforcamento.
Foto: Metropoles

O soldado brasileiro Arisson Benevides White, conhecido como "Periquito", fez uma declaração sobre a agressão que sofreu durante um treinamento militar na Ucrânia. Em um vídeo divulgado nas redes sociais no último domingo (21), ele relatou ter enfrentado situações inadequadas e excessivas durante o treinamento.

Arisson, que é natural de Cáceres, Mato Grosso, explicou que foi enviado para uma reciclagem de três a quatro dias na Central City, onde encontrou práticas que considerou abusivas.

Chegando lá, eu me deparei com essa Yasmin e esse Alin fazendo os soldados novos pagarem punições de ficarem várias horas no sol, terem que correr excessivamente, somente para inflar o ego dela e do namorado dela — afirmou.

O soldado também mencionou que ele e um colega veterano, Sacha, possuem um atestado médico que os proíbe de realizar exercícios físicos devido a sequelas de guerra. Ao questionar as práticas disciplinares, Arisson relatou que Yasmin zombou dele e o ameaçou com punições.

Ela veio para cima de mim, tentou me agredir, me enforcar

, contou. Após a discussão, ele afirmou que foi atacado por Alin, que o atingiu na cabeça com uma pedra, levando-o a desmaiar. Arisson disse que, após o incidente, teve dificuldades de memória e precisou de ajuda para ser levado ao hospital.

A situação ganhou repercussão após ser divulgada por colegas de Arisson, que relataram que uma nova lei na Ucrânia exige que os soldados realizem um curso de quatro dias. Durante essa formação, um desentendimento envolvendo uma brasileira teria culminado na agressão.

Os colegas de Arisson criticaram a atitude de Yasmin, afirmando que ela estava se comportando de maneira autoritária, desrespeitando a experiência dos soldados. Em um vídeo, um dos colegas chegou a ameaçar o agressor, chamando-o de covarde e afirmando que a situação não ficaria impune.

O 2º batalhão Falcon, ao qual Arisson pertence, confirmou que ele está hospitalizado e em observação médica, e afirmou que está acompanhando o caso, buscando justiça e providências em relação aos responsáveis pela agressão.

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