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Operação Juros Zero investiga fraudes na folha de pagamento do GDF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores púb.....

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito Federal.Entre os alvos, estão o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e o ex-secretário de Economia do DF Ney Ferraz Júnior, ambos já investigados em outros inquéritos de grande repercussão.Em nota, a Secretaria de Economia do DF confirmou as buscas na sede da Pasta e disse que está colaborando com as investigações. O PicPay nega qualquer irregularidade. Os demais alvos ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto.Veja todos os alvos da operação:Ney Ferraz Júnior, ex-secretário de Economia e ex-presidente do Iprev-DF;Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, ex-presidente do BRB (preso desde abril, alvo central da investigação);Juliana Gonçalves Navarro, presidente da BRB Serviços S.A.;Mário Ferreira Neto, ex-presidente da BRB Serviços S.A.;Paulo Eduardo da Silva, chefe da Unidade de Administração da Folha de Pagamento;Marly Balbino da Silva, coordenadora de Consignações;Gilvânia Marques da Silva, diretora de Consignações e Benefícios;Luciana Abdalla Novanta Saenger, chefe da Assessoria Jurídico-Legislativa da Secretaria de Economia;Amanda Elias Castro, chefe da Unidade de Licitações;Henrique Duarte de Oliveira, assessor especial da Secretaria;Eduardo Chedid Simões, diretor da PicPay;Francisco José Pereira Terra, ex-representante do conglomerado PicPay.Empresas e entidades:PicPay Instituição de Pagamento S.A.Crednovo Sociedade de Empréstimo entre Pessoas S.A.PicPay Invest DTVM (Liga Invest)PicPay Bank Banco Múltiplo S.A.FIDC PicPay IFIDC PicPay FGTSBRB Serviços S.A.Associação dos Servidores Públicos do DF (ASDF)JR Serviços de Informações Cadastrais Ltda. (CBBRAZIL)Peak Sociedade de Empréstimo entre Pessoas S.A.VemCardÓrgãos públicos atingidos pelas buscas:Banco de Brasília (BRB)Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC)Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF)5 imagensFechar modal.1 de 5A Operação Juros Zero investiga um suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito FederalBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto2 de 5Entre os alvos da operação estão o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e associações ligadas ao casoBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto3 de 5A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto4 de 5As medidas também atingem atuais e ex-dirigentes das instituições investigadas. Entre eles estão Ney Ferraz Júnior e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que está presoBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto5 de 5O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Juros Zero para investigar suposto esquema de fraudes na folha de pagamento dos servidores públicos do Distrito FederalBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto Leia também Mirelle PinheiroMPDFT faz operação no BRB, GDF e PicPay por fraude contra servidores A ação é conduzida pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça, pela Promotoria de Defesa do Consumidor e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).Por determinação do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), são cumpridos mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Curitiba e em São Paulo, onde fica a sede do PicPay.Além dos dois ex-gestores, a operação tem como alvo o Banco de Brasília (BRB), a BRB Serviços S.A., a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), o PicPay e outras associações ligadas ao caso.As investigações apuram um suposto esquema de irregularidades envolvendo operações relacionadas à folha de pagamento dos servidores do GDF.HistóricoA operação ocorre enquanto Paulo Henrique Costa permanece preso. Em abril deste ano, ele foi alvo da quarta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa relacionados ao Banco Master.Segundo a PF, Costa teria recebido imóveis avaliados em mais de R$ 146 milhões como contrapartida por negócios envolvendo o BRB e o grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. As suspeitas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.Já Ney Ferraz foi alvo, nesta semana, da Operação Black-Tie, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal em conjunto com o MPDFT. As investigações tiveram início após a identificação da compra de vestuário de alto padrão pago em dinheiro vivo.A suspeita é que as aquisições estivessem associadas a movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados e a um esquema mais amplo de ocultação patrimonial e obtenção de vantagens indevidas.O outro ladoSobre a operação desta sexta, a Secretaria de Economia destacou, em nota, que o MP, com o apoio da Polícia Civil do DF (PCDF), fez busca e apreensão relacionada a equipamentos utilizados por alguns servidores da Pasta no âmbito de investigação que apura fatos relacionados a acordos para concessão de empréstimos consignados firmados em período anterior.

A Secretaria esclarece que a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos e não a atuação institucional da Pasta

.Destacou ainda que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação, garantindo pleno acesso às instalações e prestando todo o apoio necessário para o cumprimento das diligências e a coleta dos materiais solicitados.Em nota, o PicPay diz que não reconhece qualquer irregularidade nas operações mencionadas e rejeita a alegação de cobrança indevida. Além disso, ressalta que “seus produtos e serviços são estruturados e ofertados em conformidade com as normas vigentes e submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão”.Acrescenta que o valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele mesmo no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade. A empresa seguirá colaborando plenamente com as autoridades competentes e está confiante de que quaisquer esclarecimentos necessários confirmarão a regularidade de sua atuação.O BRB informou que não tem contrato com a PicPay no contexto da operação realizada na manhã de hoje (19).“O Banco não exerce ingerência sobre a contratação, as condições financeiras e o relacionamento entre servidor e a PicPay, a instituição de pagamento responsável pela oferta dos serviços. Quanto aos empréstimos consignados firmados diretamente com o Banco, o BRB observa rigorosamente as margens e os limites estabelecidos pela legislação.”A instituição esclarece ainda que a BRB Serviços não participa do fluxo de lançamento das consignações em relação a PicPay.

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