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Grupo criminoso lucra milhões com garimpo ilegal em Macapá

Uma organização criminosa em Macapá é suspeita de movimentar mais de R$ 200 milhões com garimpo ilegal, utilizando documentos falsos e empresas de fachada. A Polícia Federal deflagrou operações para desmantelar o esqu...

Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um esquema criminoso em Macapá, Amapá, que movimentou mais de R$ 200 milhões por meio de garimpo ilegal. O grupo utilizava Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) falsas, arremates fraudulentos de leilões da Agência Nacional de Mineração (ANM) e diversas empresas de fachada.

No dia 18 de junho, a PF deflagrou duas operações que fazem parte da primeira fase da Operação Trono de Ferro, iniciada em fevereiro deste ano. Durante a ação, foram cumpridos 36 mandados, resultando na prisão de seis pessoas e no bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores.

O principal suspeito, um homem foragido que se apresenta com três nomes diferentes, é apontado como o responsável por financiar a extração ilegal de cassiterita e articular o “esquentamento” do minério. Ele também é acusado de operar uma rede de empresas de fachada.

A companheira do suspeito, identificada como Monique dos Santos Silva, é considerada uma “laranja” consciente do esquema e proprietária de uma das empresas utilizadas para movimentar os recursos. Outro alvo da operação é Marcelo Rica, sócio de uma fundição de metais, que teria comprado a cassiterita extraída ilegalmente.

Além das prisões, a operação resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 250 milhões, elevando o total de bens e valores indisponibilizados para mais de R$ 650 milhões. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, extração ilegal de recursos minerais e lavagem de dinheiro.

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