O Departamento de Estado dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, criticou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi divulgada pela agência Reuters e confirmada por fontes da reportagem.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a condenação representa
o mais recente episódio de um padrão de perseguição e de uso político do sistema judicial ('lawfare') pelos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos
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Eduardo Bolsonaro foi condenado na terça-feira, 16 de outubro, por unanimidade pela Primeira Turma do STF, por coação no curso do processo, devido à sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e obstruir a análise de uma suposta trama golpista.
Além da condenação de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, Eduardo Bolsonaro deverá pagar uma multa de R$ 150 mil, perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal e se tornará "ficha suja", impedido de concorrer a eleições por oito anos.
Esta é a segunda manifestação do governo Trump em relação à condenação de Eduardo Bolsonaro. Em uma entrevista na quarta-feira, 17 de outubro, Trump comentou sobre o caso, mas confundiu os membros da família Bolsonaro. Ele mencionou ter ouvido que alguém que estava concorrendo a um cargo público havia sido preso, referindo-se erroneamente a "Bolsonaro Jr.".
Trump também fez referência a um discurso de Eduardo no Texas, durante o evento CPAC, e afirmou que as autoridades brasileiras "jogam pesado". Ele comparou a situação com as eleições nos Estados Unidos, alegando que também são manipuladas.
Em resposta, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre a posição de Trump, afirmando que o ex-presidente não conhece o Brasil e expressou a esperança de que ele respeite a soberania do país.
Lula e Trump se cumprimentaram durante o encontro do G7, mas não tiveram uma reunião bilateral. O presidente brasileiro destacou que não havia sentido em se reunir com Trump, dado que o Brasil está em negociações para evitar tarifas comerciais.
As negociações entre Brasil e Estados Unidos têm sido descritas como difíceis, com o Brasil disposto a dialogar, mas sem clareza sobre as exigências americanas. Questões como o Pix e a regulação das big techs estão em discussão, com propostas de tarifas que podem impactar o comércio entre os países.