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MPT lança campanha contra trabalho infantil no São João em Patos

O Ministério Público do Trabalho na Paraíba inicia nesta quarta-feira (17) a campanha de prevenção e combate ao trabalho infantil durante o São João, em Patos.
Foto: Imagem ilustrativa (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) dará início, nesta quarta-feira (17), à campanha de prevenção e combate ao trabalho infantil durante o período junino. O evento ocorrerá às 16h na Praça Getúlio Vargas, em Patos, no Sertão paraibano.

Intitulada 'Terreirinho do Forró', a campanha é uma iniciativa conjunta com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação da Prefeitura de Patos, o Instituto Paraibano de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (IPPETI), o Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti-PB) e diversas instituições da Rede de Proteção à Infância.

A edição de 2026 da campanha traz como tema o cordel "Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil", que aborda a exploração do trabalho infantil em contextos como o ambiente digital e o futebol. O cordel utiliza uma linguagem acessível e regional para discutir a questão, incluindo o caso do influenciador Hytalo Santos, em um contexto que relaciona o São João e a Copa do Mundo.

Dados da ONG SaferNet indicam que 60% das denúncias de crimes na internet envolvem abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Na Paraíba, cerca de 38 mil crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, estão em situação de trabalho infantil, conforme informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, esse número chega a 1,65 milhão.

Além disso, o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho revela que, no Brasil, 15 crianças são vítimas de acidentes de trabalho diariamente. Na Paraíba, cinco crianças sofrem acidentes graves mensalmente, com 69 casos registrados em 2024 pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/MS). Esses acidentes frequentemente ocorrem em eventos públicos, onde crianças estão expostas a diversas formas de exploração.

O trabalho infantil também afeta o direito à educação. Segundo o IBGE, 88,8% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são estudantes, em comparação a 97,5% da população total nessa faixa etária. A diferença é ainda mais acentuada entre adolescentes de 16 e 17 anos, com a frequência escolar caindo de 90,5% para 81,8%.

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