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Arma registrada em nome de Jair Bolsonaro é apreendida em blitz no DF

Durante uma blitz em Taguatinga, a Polícia Militar apreendeu uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava com um militar do Exército.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Na noite de segunda-feira (15), uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal em Taguatinga resultou na apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O armamento foi encontrado com um militar do Exército Brasileiro durante uma fiscalização de trânsito na DF-001.

A ligação da arma com Bolsonaro foi confirmada por meio do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA), do Exército, conforme um pedido de esclarecimentos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Durante a blitz, o militar, que conduzia um veículo oficial, foi parado e, na vistoria, os agentes encontraram duas armas de fogo no carro. Uma delas era institucional e estava regular, enquanto a outra não possuía a documentação necessária.

O militar, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, declarou no boletim de ocorrência que a arma pertencia a Jair Bolsonaro e se apresentou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele explicou que retirou a arma para realizar um reparo e que pretendia devolvê-la ao proprietário na terça-feira (16).

A falta do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) fez com que a situação fosse considerada irregular pela Polícia Civil, de acordo com a Lei nº 10.826/2003. Estácio foi levado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos e, após os procedimentos, foi liberado.

A investigação do caso ficará a cargo da 17ª Delegacia de Polícia. Até o momento, não há informações sobre quem entregou a arma ao militar ou as circunstâncias dessa entrega.

Em nota, a Polícia Militar ressaltou que a identificação da propriedade, origem e regularidade da arma apreendida dependerá da apuração das autoridades competentes.

A reportagem também busca contato com as defesas de Jair Bolsonaro e de Estácio Leite da Silva Filho para obter posicionamentos sobre o ocorrido.

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