Os Estados Unidos e o Irã, que estão em conflito desde o final de fevereiro, anunciaram no último fim de semana que chegaram a um acordo preliminar para encerrar a guerra. No entanto, o entendimento não implica o fim imediato do conflito, mas sim um cessar-fogo que permitirá a discussão de questões ainda pendentes.
O cessar-fogo será mantido enquanto as partes discutem o futuro do programa nuclear iraniano, que é considerado o ponto central das negociações. O acordo, que será formalizado em uma cerimônia em Genebra na próxima sexta-feira (19), estabelece um prazo de até 60 dias para que os negociadores cheguem a um consenso.
Os EUA, sob a administração de Donald Trump, exigem que o Irã encerre completamente seu programa nuclear, que Washington alega ser voltado para a produção de armas nucleares. Em contrapartida, o Irã defende que seu programa é destinado a fins civis.
Outro ponto de tensão é a navegação no Estreito de Ormuz, que foi um foco de conflito durante a guerra. Ambas as partes afirmaram que o estreito será reaberto imediatamente, e Trump anunciou o levantamento do bloqueio naval imposto pela Marinha dos EUA. Contudo, o Irã não confirmou essa reabertura e anunciou a cobrança de uma "taxa de serviço" para os navios que cruzarem o estreito.
Além disso, o Irã posicionou minas navais na região, e a remoção desses artefatos pode levar até 50 dias, o que ainda inviabiliza a navegação segura.
Em relação às sanções, o Irã exige a suspensão das restrições sobre a venda de petróleo e acesso aos recursos financeiros congelados. Os EUA concordaram em aliviar as sanções, mas de forma gradual e condicionada ao cumprimento do acordo.
Por fim, o acordo também menciona o conflito e a ocupação no Líbano, onde o Irã exige o fim dos ataques israelenses. No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas permanecerão nas áreas ocupadas até que seja necessário.