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Líderes do G7 se reúnem em Évian com foco na paz no Oriente Médio

A cúpula do G7 em Évian é marcada por um acordo entre EUA e Irã para cessar a guerra no Oriente Médio. Lula é um dos primeiros líderes a chegar ao evento.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A 52ª cúpula do G7, que acontece em Évian-les-Bains, na França, é dominada pelo acordo anunciado no último domingo (14) entre os Estados Unidos e o Irã, visando encerrar a guerra no Oriente Médio. O entendimento, fruto de meses de negociações mediadas pelo Paquistão, estabelece um cessar-fogo de 60 dias, a reabertura do estreito de Hormuz, que estava bloqueado há mais de cem dias, e o início de discussões sobre o programa nuclear iraniano.

A assinatura formal do acordo está agendada para sexta-feira (19), em Genebra. Na manhã desta segunda-feira (15), os líderes da França, Reino Unido, Alemanha, Japão e Itália emitiram uma declaração conjunta apoiando o memorando de entendimento. O texto solicita a reabertura imediata e incondicional do estreito de Hormuz, afirma que o Irã "nunca deverá se dotar de arma nuclear" e indica a disposição de levantar sanções em resposta a ações claras e verificáveis de Teerã em relação ao seu programa atômico.

Além disso, os cinco países se comprometeram a apoiar uma missão defensiva para remoção de minas no estreito e reafirmaram o apoio à soberania do Líbano, bem como a um cessar-fogo "robusto" no país. O presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, elogiou o acordo em suas redes sociais, ressaltando que o G7 continuará a pressionar por uma paz duradoura, especialmente no Líbano, onde Israel realizou ataques contra posições do Hezbollah no domingo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros líderes a chegar a Évian. Antes de sua chegada, ele se reuniu em Genebra com o presidente da Confederação Suíça, Guy Parmelin. Os demais líderes devem desembarcar ao longo da tarde, com a chegada de Donald Trump prevista para as 16h45 (horário local). Uma reunião bilateral entre Lula e Macron também está agendada.

As sessões desta segunda-feira são restritas aos sete membros plenos do G7 – Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá, além da União Europeia. A participação do Brasil e de outros convidados está prevista para começar na terça-feira (16). O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, também participará da cúpula, em um momento de alta tensão, após a Rússia realizar ataques com mísseis e drones contra a Ucrânia, resultando em mortes e danos significativos.

A União Europeia anunciou a inclusão da Ucrânia na Reserva de Cibersegurança da UE, gerida pela Agência Europeia para a Cibersegurança (Enisa), como parte de sua parceria estratégica digital com Kiev.

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