Uma delegação do Catar chegou a Teerã com o objetivo de discutir os últimos acontecimentos relacionados ao processo diplomático entre Irã e Estados Unidos. A visita ocorre em um momento em que ambos os países afirmam ter feito avanços significativos rumo a um possível acordo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um acordo poderia ser assinado neste domingo (14/6), mas a informação ainda não foi confirmada por Teerã. Após uma semana de novos ataques entre a República Islâmica e os EUA e Israel, as tensões na região aumentaram.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador, expressou a expectativa de que o acordo seja finalizado nas próximas 24 horas. Trump, que completa 80 anos no domingo, reiterou que a assinatura do acordo estava prevista para a data.
A diplomacia iraniana, por sua vez, mencionou a possibilidade de um acordo nos próximos dias, mas não confirmou a assinatura para este domingo, segundo a agência estatal Irna. As informações sobre o acordo ainda apresentam divergências entre as partes.
Concessões discutidas nas negociações geraram reações negativas entre líderes conservadores iranianos, e manifestantes se reuniram em protesto contra o ministro das Relações Exteriores do Irã.
As negociações entre Washington e Teerã enfrentam desafios, incluindo o programa nuclear iraniano, o controle do Estreito de Ormuz e a suspensão de sanções. Um esboço de protocolo com 14 pontos foi divulgado, incluindo o direito do Irã de enriquecer urânio e a liberação de ativos iranianos congelados.
Trump afirmou que os iranianos não desejam mais armas nucleares e que, quando a situação estiver estabilizada, os EUA recuperarão material nuclear armazenado no Irã ou nos Estados Unidos. O Líbano também está incluído nas negociações, conforme exigência iraniana.
A situação no Líbano se agravou desde o início da guerra, com o Hezbollah atacando Israel e Israel intensificando bombardeios em resposta. O Exército israelense informou que drones lançados do Líbano atingiram território israelense, sem vítimas.